terça-feira, 6 de março de 2007

Extranho

Há um corpo extranho em mim.

Há algo que mexe por dentro e deixa meu intestino revirado.

Existe um verme, um parasita em mim!!!

Eu o observo há tempos, marco seus passos, já não sei mais com que precisão. Coisa de causar ijeva em Leibniz com sua idéia de continuidade.

Praxis Continum Infinitum [latimundo - a língua cientificamente inexata de Raimundo]

Poderia colocar todo o relato da minha observação, num imenso compendio sobre a vida desse parasita. Como ele se alimenta da minha imaginação, como ele se diverte com minhas paixões, como ele trabalha duro em me manter confuso, sem poder andar com minha vida. Terrível tudo isso.

"Ah, eu é que não sento num trono dum apartamento com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando a morte chegar." - Belchior

E, por incrível que possa parecer, estatelado, com as entranhas todas reviradas, estado lastimável de uma alma, eu descubro a natureza desse verme:

eu mesmo!

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Pavão Misterioso

Ednardo

Pavão misterioso, pássaro formoso, tudo é mistério nesse teu voar
Ah, se eu corresse assim, tantos céus assim
Muita história eu tinha prá contar

Pavão misterioso nessa cauda aberta em leque
Me guarda moleque de eterno brincar
Me poupa do vexame de morrer tão moço
Muita coisa ainda quero olhar

REFRÃO

Pavão misterioso, meu pássaro formoso
No escuro desta noite me ajuda a cantar
Derrama essas faíscas, despeja esse trovão
Desmancha isso tudo que não é certo não

Pavão misterioso, pássaro formoso
Um conde raivoso não tarda a chegar
Não temas minha donzela, nossa sorte nessa guerra
Eles são muitos, mas não podem voar.

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Maracatu Atômico

Chico Science & Nação Zumbi

Composição: Jorge Mautner - Nelson Jacobina

Atrás do arranha-céu tem o céu, tem o céu.
E depois tem outro céu sem estrelas.
Em cima do guarda-chuva tem a chuva, tem a chuva.
Que tem gotas tão lindas que até da vontade de comê-las.
No meio do couve-flor, tem a flor, que além de ser uma flor tem sabor.
Dentro do porta-luva tem a luva, tem a luva que alguém de unhas negras e tão afiadas se esqueceu de por...
No fundo do pára-raio tem o raio, tem o raio, que caiu da nuvem egra do temporal.
Todo quadro-negro é todo negro, é todo negro, eu escrevo seu nome nele só pra demonstrar o meu apego.
O bico do beija-flor, beija-flor, eija-flor, e toda fauna flora grita de amor.
Quem segura o porta-estandarte tem a arte, tem a arte.
E aqui passa com raça eletrônico o maracatu atômico.

2 comentários:

Unknown disse...

o q eh "ijeva"?????

Anônimo disse...

Cuidado pra esse verme não te matar hein.