Amei a física e a computação.
Odiei a física e a computação.
Agora, a calmaria.
Olho pra frente e não vejo o futuro.
Olho pra trás e não compreendo o passado.
Remanejo meus pensamentos e o que me sobra é a feliz incapacidade de ganhar dinheiro.
Não odeio mais a física, nem a computação. Elas estão comigo, eu entendo alguma coisa delas.
Pensei em gostar de teatro. E gostei. E gosto. E não sei o que fazer com isso.
Gostei um tanto de som e vídeo. Achei de mexer nessas coisas de novo, e fiquei melancólico. Mas gostei.
Não estou nem no curso certo, nem no curso certo. Não há curso em que eu caiba, nem um que caiba em mim. Eu sou mais que tudo isso, e muito menos que todo mundo.
Sou sempre o vir a ser. O contradito. O feliz e o infeliz.
Se eu soubesse menos do que sei, ou se soubesse capitalisticamente o que fazer com que sei, acho que seria mais simples de resolver esses problemas: só ganhar dinheiro e viver com ele. Tirar proveito de situações, lucrar. Eu não entendi ... mentira, entendi sim como se faz essas coisas. Mas não tenho coragem.
Sei lá. É tudo o que sei hoje.
E tudo o que quero parece que é a perfeição que nunca vou atingir.
A vida nunca está pronta pra ser vivida.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Matemática
Na matemática não há a descoberta do eu interior. Não há o transcender do real para o visionário. Não há o deslumbre do alcançar uma epifania. Não há o que fazer para colocar a matemática na realidade.
A matemática é uma realidade. É uma epifania. É o transcender e o transcendente. É um eu por si só. E por ser principalmente uma realidade, ela não se aplica assim fácil à realidade nossa, ela deve ser 'convertida' em coisa aqui da realidade nossa. Daí que entram as tais aproximações que os físicos tanto usam - e por consequência os engenheiros. (Essa é uma beleza extrema que resume uma outra paixão minha: a relação da mente com a realidade.)
Por isso não se deve esperar tais coisas da matemática. Ela chega a ser tão simples de entender, que muitas pessoas não conseguem (eu, inclusive, entendo muita coisa não). Seria esse o erro de ensino? Seria a propaganda que ela tem de grã-ciência que resolve todos os problemas? Talvez não seja exatamente isso, mas a idéia de que muita coisa já vem pronta e é só olhar num 'datasheet' e escolher o melhor método. Aí as pessoas ficam boas em consultar índices de 'datasheets'. ;)
Hum... um dia eu entendo ela melhor, essa matemática ocidental, cheia de sigmas e xis e ípsilons.
A matemática é uma realidade. É uma epifania. É o transcender e o transcendente. É um eu por si só. E por ser principalmente uma realidade, ela não se aplica assim fácil à realidade nossa, ela deve ser 'convertida' em coisa aqui da realidade nossa. Daí que entram as tais aproximações que os físicos tanto usam - e por consequência os engenheiros. (Essa é uma beleza extrema que resume uma outra paixão minha: a relação da mente com a realidade.)
Por isso não se deve esperar tais coisas da matemática. Ela chega a ser tão simples de entender, que muitas pessoas não conseguem (eu, inclusive, entendo muita coisa não). Seria esse o erro de ensino? Seria a propaganda que ela tem de grã-ciência que resolve todos os problemas? Talvez não seja exatamente isso, mas a idéia de que muita coisa já vem pronta e é só olhar num 'datasheet' e escolher o melhor método. Aí as pessoas ficam boas em consultar índices de 'datasheets'. ;)
Hum... um dia eu entendo ela melhor, essa matemática ocidental, cheia de sigmas e xis e ípsilons.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Existência amada
Do "Fragmentos de um discurso amoroso": desrealidade.
Eis o meu mundo, a desrealidade.
Eu amo demais, eu sinto demais o que está ao meu redor. Eu não sou "normal", sou um eterno amante. Um amante do existir. As existências que me cercam me apaixonam. Mas o não ser "normal" me afastou de muitas dessas existências. Ou melhor: eu, me achando "anormal", me fiz afastar dessas existências.
E uma existência me fascina, uma classe de existência: a feminina. As mulheres são fantásticas, místicas, tenebrosas, bizarras, lindas, estonteantes. Mulheres são, enfim, mulheres: são um existência tautológica.
Como submeter-se ao amor de um só? Como submeter o outro ao seu amor? Isso é possível? As pessoas não se enganam ao agirem dessa forma (a.k.a.: monogamia)?
Aquele que de tanto sentir, racionalizou; que de tão quente, esfriou. Que viu um belo mundo, mas percebeu que um filtro, o do amor, se pusera ante os olhos de ver o mundo.
Não quero perder essas capacidades. Quero aprimorá-las.
Eis o meu mundo, a desrealidade.
Eu amo demais, eu sinto demais o que está ao meu redor. Eu não sou "normal", sou um eterno amante. Um amante do existir. As existências que me cercam me apaixonam. Mas o não ser "normal" me afastou de muitas dessas existências. Ou melhor: eu, me achando "anormal", me fiz afastar dessas existências.
E uma existência me fascina, uma classe de existência: a feminina. As mulheres são fantásticas, místicas, tenebrosas, bizarras, lindas, estonteantes. Mulheres são, enfim, mulheres: são um existência tautológica.
Como submeter-se ao amor de um só? Como submeter o outro ao seu amor? Isso é possível? As pessoas não se enganam ao agirem dessa forma (a.k.a.: monogamia)?
Aquele que de tanto sentir, racionalizou; que de tão quente, esfriou. Que viu um belo mundo, mas percebeu que um filtro, o do amor, se pusera ante os olhos de ver o mundo.
Não quero perder essas capacidades. Quero aprimorá-las.
Internet
Uma postagem rapidinha. (pra que alguém venha e faça piadinha)
E a internet: expandindo e subvertendo o ser social, sociável, que é o ser humano. Aproxima virtualmente as pessoas.
E a internet: expandindo e subvertendo o ser social, sociável, que é o ser humano. Aproxima virtualmente as pessoas.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
O bom homem
Palavras fortes, inspiradas por Estamira .
O homem que toca sua punheta sozinho, escondido, é o bom homem, é o moralmente bom homem, que "vive a vida inteiramente livre e triunfante". Ele não expõe sua vida privada.
O homem que leva suas amantes para dentro de casa, na cara da própria mulher, é o homem moralmente bom, que não conta pra ninguém o que acontece na sua vida privada.
O homem que toca sua punheta sozinho, escondido, é o bom homem, é o moralmente bom homem, que "vive a vida inteiramente livre e triunfante". Ele não expõe sua vida privada.
O homem que leva suas amantes para dentro de casa, na cara da própria mulher, é o homem moralmente bom, que não conta pra ninguém o que acontece na sua vida privada.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Passageiro
Eu leio e releio as coisas que eu escrevo e que permanecem, ou num caderno, ou nalguma folha solta, mas que eu tenho o cuidado de guardar.
Relendo meu caderno-diário-antro-de-idéias, vi isso, e aqui compartilho:
(11/07/2008)
Os olhos e o segredo "incontável" da alma
Foi lindo! Senhorita X, você brlihou no meu fim de dia.
Eu absorto no meu mundo imaginário, com toda força que poderia implicar nisso. Daí, você se dispõe pra carregar minha mochila e, olha só, eu milagrosamente aceitei!
E de repente, na conformidade com a física das minhas imaginações, seus belíssimos olhos castanhos se ainharam perfeitamente aos meus olhos azuis-esverdeados, que eu já me cansei de ver. Fiquei chocado, de certa forma, com sua capacidade de desenredar minha mente. Amei isso!
Que o alinhamento dos nossos olhos seja eterno, e seu desejar-me boa sorte e sucesso o acompanhe de forma singular.
Um beijo de boa noite, todas as noites.
Ai ai ... esses devaneios de sempre. Faz tempo que encontrei essa moça no ônibus. Uma única vez. Mas poucas pessoas têm coragem de quebrar meu ar pensativo pra perguntar alguma coisa. Normalmente são senhoras ou senhores de idade, aqueles que necessitam de conversa. Não é sempre que alguém da minha idade quebra o gelo que minha gravidade imprime ao meu redor. Ao pequeno derredor, coisa de 3cm da minha pele. Coisa bem particular. Imperceptível. "Clamante".
Relendo meu caderno-diário-antro-de-idéias, vi isso, e aqui compartilho:
(11/07/2008)
Os olhos e o segredo "incontável" da alma
Foi lindo! Senhorita X, você brlihou no meu fim de dia.
Eu absorto no meu mundo imaginário, com toda força que poderia implicar nisso. Daí, você se dispõe pra carregar minha mochila e, olha só, eu milagrosamente aceitei!
E de repente, na conformidade com a física das minhas imaginações, seus belíssimos olhos castanhos se ainharam perfeitamente aos meus olhos azuis-esverdeados, que eu já me cansei de ver. Fiquei chocado, de certa forma, com sua capacidade de desenredar minha mente. Amei isso!
Que o alinhamento dos nossos olhos seja eterno, e seu desejar-me boa sorte e sucesso o acompanhe de forma singular.
Um beijo de boa noite, todas as noites.
Ai ai ... esses devaneios de sempre. Faz tempo que encontrei essa moça no ônibus. Uma única vez. Mas poucas pessoas têm coragem de quebrar meu ar pensativo pra perguntar alguma coisa. Normalmente são senhoras ou senhores de idade, aqueles que necessitam de conversa. Não é sempre que alguém da minha idade quebra o gelo que minha gravidade imprime ao meu redor. Ao pequeno derredor, coisa de 3cm da minha pele. Coisa bem particular. Imperceptível. "Clamante".
Mundo de adultos
No mundo dos Adultos tudo o que faço é minha responsabilidade.
As crianças. eu já fui criança. eu não sou mais criança.
A metamorfose.
A transição.
O passado.
O aprendizado.
O poeta.
A realidade.
O tosco.
O infiltrado.
O pensamento,
O conhecimento.
A existência.
O nada.
O ser.
O sol.
A viagem.
A história.
O enfurecer.
O amanhã.
O amor.
"I am ashamed of the things I've been put through" (Isolation, Joy Division)
As crianças. eu já fui criança. eu não sou mais criança.
A metamorfose.
A transição.
O passado.
O aprendizado.
O poeta.
A realidade.
O tosco.
O infiltrado.
O pensamento,
O conhecimento.
A existência.
O nada.
O ser.
O sol.
A viagem.
A história.
O enfurecer.
O amanhã.
O amor.
"I am ashamed of the things I've been put through" (Isolation, Joy Division)
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