sábado, 21 de maio de 2011
Sentir
E não tenho medo de assumir. Eu sinto, e sinto muito. E sinto que não sei dizer, muitas vezes, o que exatamente eu sinto, só sei sentir. E acho que assim sou seu (acho: no sentido de dizer exatamente o que se pensa). E dizer que assim sou eu é perigoso, pois estará sob o crivo dos outros. E os outros tem lá suas concepções sobre mim e o mundo, através das quais me julgarão.
Sussa... assim o mundo é, né? Mas por que o que os outros pensam acaba que incomoda?
Ó, sei lá... mó estranho...
sábado, 23 de abril de 2011
O meu amor
Outra coisa que contribuiu com essa visão foi a minha tentativa louca de fazer uma forma de ver o mundo um pouco mais digna, justa comigo e com os outros. Acho que falhei - mas aqui eu só acho mesmo, não é aquele 'acho' que diz exatamente aquilo que se pensa.
Vou dizer que o meu amor é um amor do 'venha como está', tipo Jesus aceitando você como você está, lá no meio daquele afã todo de um momento de entrega espiritual. Só que, seja de fato ou seja uma interpretação ruim feita por homens (pelas quais eu aprendi algo sobre ele), Jesus requer mudanças; eu não. Eu espero da pessoa amada sinceridade e cumplicidade, mas não que ela mude. Compreendo que se ela não pode mudar e eu não posso suportar o que ela é (ou se tornou), então é melhor não estar junto.
É, fica uma compreensão muito racional de amor, mas que se faz necessária num mundo onde muita coisa pode acontecer, onde a intimidade é 3.000 vezes mais complicada que as fachadas que montamos pra conviver com outras pessoas no dia a dia de trabalho, estudos, enfim, poucas intimidades. (Como disse um amigo: intimidade é uma merda, mas uma merda boa.)
Esperar que o outro mude, estar na ansiedade de que as coisas vão melhorar quando o outro mudar é almejar um futuro muito incerto, é querer um mundo já resolvido pra que seja bom nele viver.
Acredito que isso é ruim pois as coisas nunca estão de fato prontas, estão sempre nos processos de ficarem prontas. Nós usufruimos de produtos tecnológicos que não estão prontos em seu âmago, usufruimos de ideologias que nunca resolvem tudo o que precisamos (salvo algumas religiões e seus dogmas que tudo resolvem, de maneira pouco contextual e bastante tacanha), estamos a mercê de uma incerteza a cada instante que se queira 'fotografar' da vida. Então esperar que o outro esteja pronto do jeito que queremos é ter esperança em coisa vã.
Querer que o outro mude e fique 'no ponto' é querer, de certa maneira, a perfeição. E a perfeição, justamente por essa incerteza a que estamos sujeitos, é impossível.
Eu tenho meus ideais de mulher, as coisas que eu não necessariamente suporto, as coisas que eu amo ver, os devaneios de perfeição. Mas de forma alguma eu pretendo que o outro neles se encaixem, eu acredito que isso é injusto com o outro, egoísmo.
Então, por tudo isso, o meu amor é muito mais um amor pelo que a outra pessoa é do que o que ela pode vir a ser.
E é claro: não sou perfeito!
domingo, 5 de dezembro de 2010
Desejos internos - dump this all
E estar. E viver. E sentar e chorar e fazer. E amar. E sonhar. E se estabacar no chão das próprias emoções quando achava que nada mais sólido havia além daquela rede maravilhosa de sentimentos que tramou-se sob seus sentidos.
E as piras?!, sim aquelas piras de pele com pele, de dente com dente. Aquela calcinha que se mostra um tanto, daquelas sem querer querendo - ou pra vocês, meninas, as cuecas... que seja. Sim sim!!! Aquelas piras, fogo consumidor da moral e dos bons costumes; aquela música que lembra aquela calcinha sapeca e aparecida; aquela brisa que lembra um certo cabelo. Ai ai ai!, esse fogo...
Sentado todo dia dentro de alguém há um desejo perverso, aproveitando a pequena luz deixada por piras antigas. Perverso sim, naquele sentido mais bonito que a palavra pode ter, senão confunde-se a coisa toda da beleza desse sentimento com a perversidade das ações. A perversidade perpetra todo seu desejo, querida, não a diminua. A perversidade saudável se vale das pirações que acendem a pira.
Egoísmo? Não, cada qual leva o seu nisso tudo.
Desejo sexual? Não, não é isso. Mas tá valendo, pode ser também. É só que a moralidade é frágil, é isso. Não que eu seja um tipo de filósofo renomado ou reconhecido com tal, que eu seja bacharel na coisa toda, mas eu me ponho a pensar nas coisas, e eu gosto de pensar demais nelas. Não me envergonho de fazer face aos maiores pensadores das coisas todas, pois se eles eram (ou são) de carne e osso, eu também sou. Nem pretendo que minhas palavras sejam lembradas pelos séculos. Quero dizê-las. (Fim do desabafo sem sentido.)
Pegar a vizinha, a amiga, o amigo, a inimiga, não pegar geral. Ser recatado, fingir não ser olhado, fingir não olhar. Estar sozinho e se dar delícias diversas. Quais são os limites da sua felicidade e da felicidade alheia? A sua perversidade-boa faz maravilhas. Deixe-a solta, tenha-a como aliada. Ela e sua imaginação juntas farão milagres.
O amor pela vida, o sonho de igualdade de direitos, de distribuição de rendas. Que perversidade-boa nunca pensou em coisas pra si só? Elas podem se realizar no seu canto particular de existir e ser nesse mundo. Mas cuidado, faça seu coração e sua mente uma coisa só, de-lhes as asas necessárias e esteja atento.
Mas oh!, o que eu digo... quem sou eu pra tudo isso, pra dar lição de moral?! Essa é a questão: não é lição de moral, é de amoral. Ou seja o que for.
Não consigo ser o que eu pensei que eu era. Muito pior do que matar minha perversidade, eu não a moldei para meus próprios desejos e me dou conta nesse momento de abalo daquilo que achei que construi - e não construi. Meu mundo caiu. O mundo dela se frustrou. Minhas certezas de mim mesmo estão tão confusas que parece não haver perversidade, bondade, moralidade, religiosidade, felicidade, maldade, implicabilidade, axincalhabilidade e tudo o que eu quero escrever que não existe.
E tudo parece tão simples, tão fácil de resolver...
Mas que isso se resolva!
domingo, 16 de maio de 2010
Outro texto
Ah! A preocupação humana com explicar a vida e a existência. Eu me fascino com a vida e com a existência.
Mas o ser humano quer explicações, explicações que lhe permita manipular a existência das coisas a seu favor.
Transofrmar um pedaço de terra em ouro puro; transformar o ouro puro em anel. Eses passos requerem técnicas; técnicas requerem uma suposição fundamentada sobre o que virá, sobre o futuro.
Assim, as técnicas requerem um modelo da realidade, e que seja o melhor.
E quanto às crenças sobre a existência como um todo?
É a luta que se faz em mim: há meios de usar as técnicas sem destruir o amviente de uso? Ou deveríamos vver o que a Natureza nos reservar?
Oh! Mulher Infiel
Oh! Mulher Infiel
"Traiçoeiramente ativa"
"Oh! Mulher infiel"
Que de fel
Cobriu minha cabeça
E minha cobiça
Então se mostrou morta.
Morta?!
Sim, Oh! Mulher Infiel!
Morta. Morreu a cobiça
Cibernética,
Aquela busca insana do reconhecimento
Alheio,
Pelo amor de muitos ao meu trabalho.
Morta é, sim, a cobiça pelo
Reconhecimento digital.
Posto que o meu existir,
Oh! Ingrata inveja,
Esse meu existir material
Me mostrou tão claro quanto possa ser o dia ensolarado de inverno (e cinzento!),
Que você não merece minha
Atenção.
Motivou, disfarçada de ambição,
Um trajeto de aprendizado,
Tortuoso,
Pouco satisfatório.
Me livrei de você! A tempo, ainda bem.
E agora estou aqui, saboreando minha vitória sobre você.
Vitória que me trouxe felicidade,
Inveja Infiel, que você não se mostrou capaz de trazer.
Vitória me trouxe amor, felicidade, dignidade.
Mas principalmente a certeza do que gosto:
Existir!
E, pra terminar, ainda rio, pois você me deu,
Oh! Mulher Infiel,
Uma profissão.
Vitória e Existência
Grato sou!
Princesa
Que se escondeu dentro de si mesma por tanto tempo e agora se descobre em si e em mim, me dá forças pra continuar a batalha contra Mim Mesmo e Minhas Imbecilidades, meus entraves filosóficos.
Que se salvou de cair no emaranhamento dos mundos comuns, das Gagas e dos Jacksons, daqueles que vivem a vida pacatamente, crendo em suas coisas invisíveis, que não pensam na vida, que não questionam. Salvou-se, Princesa, e agora eu que peço: me salva!
O que há comigo? O que eu tenho travado em mim que não deixa minha satisfação chegar? Será o sempre querer mais, ir além do além que já estou? Sera o não querer ir além do que já fui? Preguiça? Medo? Dúvida?
O tempo continua me intrigando, mas o conhecimento parou de fazê-lo. Um pouco triste, ou mesmo mal interpretado por mim: talvez não parou de me intrigar, mas meus pensamentos se voltam pra outras coisas, deixando os prazeres antes sonhados (sobre o prazer de conhecer) pra trás.
Esse é o grande dilema, o paradoxo: o que o tempo faz com a gente!? Me transformei em Mim Mesmo, e sempre vou me transformar. Meus quereres nascerão e renascerão, mesclar-se-ão com os novos, com os mais antigos aindas, trazendo Mim Mesmo na ponta da lâmina, dessa lâmina que recebe o futuro e o picota.
Meus "quereres conhecimentais" mudam tanto assim? Será que algum dia eu me fixei em um deles?
Princesa! Eu amo muito muito muito você! Fica comigo?
http://www.youtube.com/watch?v=_X5QbUqVNxQ
sexta-feira, 26 de março de 2010
Mais um texto
Escrevendo de novo, mas nem tanto. Tem muita coisa acontecendo comigo desde o fim do ano, um turbilhão de sentimentos. O maior deles é meu namoro. Que namoro mais complexo. Talvez todos sejam, jaque nunca namorei antes e não tenho como comparar.
Bem, aqui vai mais um texto que achei legal das minhas releituras do meu caderninho de angústias-anotações-idéias-medos-frustrações-bizarrices. bom proveito!
Múltiplas realidades: não viver nenhuma (03/08/2008)
Não é simples viver em um limbo, em uma não-realidade, onde qualquer outra possível realidade pode, imaginariamente (ou será que é real?), ser alcançada.
Numa realidade ser um médco consciente da possibilidade de cura do mundo todo da doença que os assola.
Numa realidade ser um cientista que alerta aos outros cientistas sobre o perigo da própria ciência, dogmatizada.
Numa realidade, ser um programador do submundo Unix, dominador da mágica-profunda que faz esses sistemas funcionarem.
Numa realidade ser o maior catador de mulheres que existe, por ser dono de uma grandiosa e respeitada empresa que cresceu de modo excuso, ao explorar comercialmente o desejo de outras pessoas.
E na realidade, ser apenas um sonhador, máquina pronta a obedecer por acreditar não ter esclha e por se acomodar nessa visão.
Vale mesmo a pena tentar mudar o pensamento humano? Isso é possível?
Pra que se especializar em algo, se praticaete todas as especializações possíveis acabam por servir ao propósito completamente mundao de te dinheiro?
As pessoas normais, assim denominadas por não terem dificuldade em se adequar - ou que relevam isso, e continuam caminhando - têm dificuldade de entender meus questionamentos e meu grande desapego a tdo: elas jádecidiram, ou tentam se convencer disso, sobre os assuntos que me rondam e, em certo grau, me atormentam commo dúvida. As pessoas normais vivem uma vida dupla. Ou será que eu é que sou louco? Terá O Método corrompido o mundo? Ou afalta do Método me corrompido?
A última dúvida: por que é tão difíicl pra mim me adaptar? Ao menos me agarrar a uma das relaidades flutuantes da não-realidade, e vivê-la?
-- publicado sem revisão --
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
A tormenta, a calmaria
Odiei a física e a computação.
Agora, a calmaria.
Olho pra frente e não vejo o futuro.
Olho pra trás e não compreendo o passado.
Remanejo meus pensamentos e o que me sobra é a feliz incapacidade de ganhar dinheiro.
Não odeio mais a física, nem a computação. Elas estão comigo, eu entendo alguma coisa delas.
Pensei em gostar de teatro. E gostei. E gosto. E não sei o que fazer com isso.
Gostei um tanto de som e vídeo. Achei de mexer nessas coisas de novo, e fiquei melancólico. Mas gostei.
Não estou nem no curso certo, nem no curso certo. Não há curso em que eu caiba, nem um que caiba em mim. Eu sou mais que tudo isso, e muito menos que todo mundo.
Sou sempre o vir a ser. O contradito. O feliz e o infeliz.
Se eu soubesse menos do que sei, ou se soubesse capitalisticamente o que fazer com que sei, acho que seria mais simples de resolver esses problemas: só ganhar dinheiro e viver com ele. Tirar proveito de situações, lucrar. Eu não entendi ... mentira, entendi sim como se faz essas coisas. Mas não tenho coragem.
Sei lá. É tudo o que sei hoje.
E tudo o que quero parece que é a perfeição que nunca vou atingir.
A vida nunca está pronta pra ser vivida.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Matemática
A matemática é uma realidade. É uma epifania. É o transcender e o transcendente. É um eu por si só. E por ser principalmente uma realidade, ela não se aplica assim fácil à realidade nossa, ela deve ser 'convertida' em coisa aqui da realidade nossa. Daí que entram as tais aproximações que os físicos tanto usam - e por consequência os engenheiros. (Essa é uma beleza extrema que resume uma outra paixão minha: a relação da mente com a realidade.)
Por isso não se deve esperar tais coisas da matemática. Ela chega a ser tão simples de entender, que muitas pessoas não conseguem (eu, inclusive, entendo muita coisa não). Seria esse o erro de ensino? Seria a propaganda que ela tem de grã-ciência que resolve todos os problemas? Talvez não seja exatamente isso, mas a idéia de que muita coisa já vem pronta e é só olhar num 'datasheet' e escolher o melhor método. Aí as pessoas ficam boas em consultar índices de 'datasheets'. ;)
Hum... um dia eu entendo ela melhor, essa matemática ocidental, cheia de sigmas e xis e ípsilons.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Existência amada
Eis o meu mundo, a desrealidade.
Eu amo demais, eu sinto demais o que está ao meu redor. Eu não sou "normal", sou um eterno amante. Um amante do existir. As existências que me cercam me apaixonam. Mas o não ser "normal" me afastou de muitas dessas existências. Ou melhor: eu, me achando "anormal", me fiz afastar dessas existências.
E uma existência me fascina, uma classe de existência: a feminina. As mulheres são fantásticas, místicas, tenebrosas, bizarras, lindas, estonteantes. Mulheres são, enfim, mulheres: são um existência tautológica.
Como submeter-se ao amor de um só? Como submeter o outro ao seu amor? Isso é possível? As pessoas não se enganam ao agirem dessa forma (a.k.a.: monogamia)?
Aquele que de tanto sentir, racionalizou; que de tão quente, esfriou. Que viu um belo mundo, mas percebeu que um filtro, o do amor, se pusera ante os olhos de ver o mundo.
Não quero perder essas capacidades. Quero aprimorá-las.
Internet
E a internet: expandindo e subvertendo o ser social, sociável, que é o ser humano. Aproxima virtualmente as pessoas.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
O bom homem
O homem que toca sua punheta sozinho, escondido, é o bom homem, é o moralmente bom homem, que "vive a vida inteiramente livre e triunfante". Ele não expõe sua vida privada.
O homem que leva suas amantes para dentro de casa, na cara da própria mulher, é o homem moralmente bom, que não conta pra ninguém o que acontece na sua vida privada.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Passageiro
Relendo meu caderno-diário-antro-de-idéias, vi isso, e aqui compartilho:
(11/07/2008)
Os olhos e o segredo "incontável" da alma
Foi lindo! Senhorita X, você brlihou no meu fim de dia.
Eu absorto no meu mundo imaginário, com toda força que poderia implicar nisso. Daí, você se dispõe pra carregar minha mochila e, olha só, eu milagrosamente aceitei!
E de repente, na conformidade com a física das minhas imaginações, seus belíssimos olhos castanhos se ainharam perfeitamente aos meus olhos azuis-esverdeados, que eu já me cansei de ver. Fiquei chocado, de certa forma, com sua capacidade de desenredar minha mente. Amei isso!
Que o alinhamento dos nossos olhos seja eterno, e seu desejar-me boa sorte e sucesso o acompanhe de forma singular.
Um beijo de boa noite, todas as noites.
Ai ai ... esses devaneios de sempre. Faz tempo que encontrei essa moça no ônibus. Uma única vez. Mas poucas pessoas têm coragem de quebrar meu ar pensativo pra perguntar alguma coisa. Normalmente são senhoras ou senhores de idade, aqueles que necessitam de conversa. Não é sempre que alguém da minha idade quebra o gelo que minha gravidade imprime ao meu redor. Ao pequeno derredor, coisa de 3cm da minha pele. Coisa bem particular. Imperceptível. "Clamante".
Mundo de adultos
As crianças. eu já fui criança. eu não sou mais criança.
A metamorfose.
A transição.
O passado.
O aprendizado.
O poeta.
A realidade.
O tosco.
O infiltrado.
O pensamento,
O conhecimento.
A existência.
O nada.
O ser.
O sol.
A viagem.
A história.
O enfurecer.
O amanhã.
O amor.
"I am ashamed of the things I've been put through" (Isolation, Joy Division)
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
O que me espera?
Da idéia de somos todos teatro, de Augusto Boal, ele mesmo conclui que fazer o futuro é muito melhor que esperar ele chegar.
O passado não é um poço de guardar desgosto, saca?, é um lugar no tempo que nos traz ensinamentos, ensinamentos para a construção de um novo futuro.
Mas a história do passado dos outros, aqueles outros que se destacaram da vida comum, aqueles sobre quem escreveram os trovadores, pintaram os renascentistas, xingaram os socialistas; a história desses tais está escrita, de maneira enviesada é claro, mas estão aí, para um aprender e um deliciar-se no passado daquilo que carregamos conosco: a humanidade (que, segundo Boal, foi perdida há algum tempo, e é difícil de reencontrá-la sem o teatro):
http://www.youtube.com/watch?v=GTC5Q93eOSs&feature=related
E a construção do futuro:
http://www.youtube.com/watch?v=9YCZVeIJ8xk&feature=rec-HM-r2
O que eu posso construir?
O que eu quero construir?
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Mais um dia daqueles
As pessoas perguntam à viúva.
Você senhora viúva,
Diga com quem quer casar:
Se é com o filho do conde,
Se é com o Sr. General.
A viúva, um tanto triste, responde.
Eu não quero estes homens
Porque não pertencem a mim.
Eu sou uma pobre viúva
Ninguém tem pena de mim.
Um pouco mais alegre, a viúva resume sua própria história, deixando as pessoas a par do que ela quer. A viúva parece ter uma certa mágoa com a sociedade, com as situações que viu e viveu, pois rejeitou os dois e provavelmente mais homens que poderiam lhe colocar em boa posição, como elite. Preferiu a liberdade da sua escolha, mesmo percebendo que sua escolha era um caminho difícil.
Sou uma viuvinha que veio de Belém,
Eu quero me casar mas não acho com quem.
Sou uma viuvinha que veio de Belém,
Eu quero me casar mas não acho com quem.
Daquela multidão, de certa maneira desolada pela insistência da viuvinha em não querer casar com o status, pela inconveniência dos fatos, daquela multidão surge um violeiro, um bardo, um homem cujas idéias são motivo de riso para o povo daquela região, e surpreende a viuvinha.
Então casa comigo que eu lhe quero bem.
Então casa comigo que eu lhe quero bem.
E termina assim a história, sem saber se ela se casou ou não.
Eu acho que sim, ela queria uma aventura na vida dela. Mas ela era muito dessas que vivem reclamando, achando defeito; e o violeiro era uma pessoa muito sagaz, cheia de suas loucuras: de repente, ajuntava as coisas e viajava. Se ela não o acompanhasse, ficava pra trás! Uma vez ela ficou pra trás, quase se cosiderou viúva de novo. Entristeceu-se. Mas ele voltou, barba cheia, olhos fitando mais fundo. Ela indagou: "onde fostes?", ele não disse, mas a beijou como nunca tinha beijado. Mas, como eu disse, ela era de por defeito em tudo, então não gostou disso, não se deixou sentir a felicidade que o momento lhe trazia. Retraiu-se em sua idiotice. O bardo lhe disse: "eu conheço essa cara; sua vida cheira a desgosto. Você é livre, 'Eu lhe quero bem', portanto, vá embora se assim lhe aprouver.". E a viuvinha foi embora (acho que ela lembrou do que a magoara no casamento anterior). Talvez tenhoa virado a loira do banheiro, o boitatá, sei lá. Mas ele casou de novo, teve filhos e pelo menos três dos 5 viraram violeiros errantes. Não sei se ele foi feliz, nem ela.
E eu aqui, que perdi de novo a aula de Cálculo 2. Dormi tão bem que levantei, desliguei o relógio extremamente consciente de que estaria na aula em uma hora, e voltei a dormir. Coisas que só uma mente bizonha faz por você.
Pra terminar:
Nesta RuaNesta rua, nesta rua, tem um bosque
Que se chama, que se chama, Solidão
Dentro dele, dentro dele mora um anjo
Que roubou, que roubou meu coraçãoSe eu roubei, se eu roubei seu coração
É porque tu roubastes o meu também
Se eu roubei, se eu roubei teu coração
É porque eu te quero tanto bem
Se esta rua se esta rua fosse minha
Eu mandava, eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante
Para o meu, para o meu amor passar
domingo, 27 de setembro de 2009
Mente aberta
Abra sua mente!!! É até clichê falar isso, mas isso é bom.
Olha seu conceito de música, depois compara ele com isso:
http://www.youtube.com/watch?v=LZCKeqw0lik&feature=rec-HM-fresh+div
A consciência que se tem da realidade, o modelo mental que induz as suas decisões, é flexível pra acreditar que isso é música? Bom, o meu é. Com ressalvas, é claro. E essas ressalvas são pertinentes ao meu interlocutor, de algum momento qualquer.
Não vou mostrar pro meu avô e e criar uma discussão homérica se é ou não música, mas talvez eu criasse uma discussão sobre isso que falo agora.
A mente, com seus modelos de interpretação da realidade.
A realidade, existindo independente das mentes que a interpretam, é verdadeiramente um fato?
E a coexistência das mentes, relacionando-se através da comunicação de seus modelos de interpretação. Isso é mesmo possível?!!!!?
As crianças aprendem a interpretar o mundo nos conformes daquilo que estiver ao seu alcance. Dificilmente aprendem que podem reinterpretar.
Boa semana.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
E tudo de novo, o que é velho já
Eu penso assim:
Eu sou assim:
Eu quero assim:
Eu fui assim:
E no fim de tudo... Ora!, não me venha com "o fim de tudo", pois que o fim ninguém sabe quando chega, e dizem que se deve esperar por um tal messias, por um tal ET, por um tal alinhamento de planetas!
À merda com essas coisas, eu só preciso entender como é se sujeitar, o que é se sujeitar; emular a "sujeitação" em mim e fazer com que as coisas aconteçam mais. Eu sei que tenho capacidade de fazê-las acontecer. Mas falta o que?! O que falta pra eu poder ir além disso que eu sou????
Talvez o além esteja mesmo tão além, pois o ponto atual não é tão distante de um certo ponto de vista. Mas onde estarei - o pŕoprio além do que sou agora - pode ser muuuuuuuito distante, como o próximo ponto numa curva exponencial.
De repente ter certeza que deus ajuda ajuda mesmo a superar essas idiotices, mas sem a certeza, só tenho preocupação, caso declare algo a ele. Melhor não dizer nada, que a solução aparece de outra forma, travestida, quem sabe, numa mulher. Seria lindo!
Se um dia a realidade invadir
A porta da tua casa
Te der um beijo
E partir
Você provavelmente ficou louca, pois a realidade é uma abstração. E a loucura também.
Mas ó, que eu queria mesmo arrumar umas coisas, ter uma disciplina um pouco maior, aprender a me sujeitar. E essa "sujeitação" seria boa? Provavelmente não. Se sujeitar é sempre engolir sapo.
É comum que as pessoas que já se foderam estudando e ganhando dinheiro queiram sossego um dia, e fodam os que estão chegando, os novatos. Acho mais digno que eles simplesmente colaborassem.
Colaboração: algo que se prega por aí, até como amor ao próximo. Mas prática disso é nula, no geral. Aqui e acolá é que se vê essa colaboração, a parceria acontecer de verdade.
Sede de verdade, de realidade, de organização. De amor.
http://www.youtube.com/watch?v=MRtrXMuvvFs
http://www.youtube.com/watch?v=QLD4fsRYgDI&feature=fvw
http://www.youtube.com/watch?v=x8Imk7B7s1c&feature=fvsr
Hoje não recomendo leituras. Pensa na sua vida.
domingo, 16 de agosto de 2009
Tangenciar - a tocante não corta
Juro que minha leitura me levou a pensar em você. Sim, em você. E o que você tem a ver com matemática?! Como assim?! Vocẽ não percebe???!??? Bem, então eu explico - ou tento.
Você tem belas curvas.
Eu posso tocar essas curvas, e até fingir que as atravesso, como uma secante, apenas tangenciando dois pontos, e ligando através da minha imaginação tais pontos com uma reta. Eis a matemática da morena!
Eis o que há de erótico na matemática - como um caso particular do pensamento humano: ligar um conceito a uma situação de outra área do pensar. Portanto, morena, erotizo aqui suas curvas!
Imaginei-me, com seu amável perdão, tangenciando em dez pontos diferentes as suerfícies de suas coxas, cinco pontos para cada coxa; cinco pontos para cada mão que eu tenho, dedos-tangentes.
Os dedos-tangentes sobem por sua pélvis, escorregam até alcançarem seu dorso, que se mostra numa superfície lisa, bela, lustrosa.
Essa matemática, morena, traz algo inusitado, algo novo com o qual não lidei nos cadernos e livros: o cheiro! E me envolvo nessa incipiente variável, feliz e atordoado pelo efeito que causa nas equações de seu corpo. Embriaguez? Não acredito que seja, pois estou sóbrio. Ou talvez sim, a embriaguez do contato com seu universo.
Eis que me apodero de uma verdade nesse universo matemático: também sou uma superfície. Começo a me dar conta pelas mãos. Deixo de tangenciá-la, passo a percebê-la. Com as mãos. E seu cheiro, que me aguça.
Quando me dou conta, formamos um novo sólido, unido através de movimentos, dos quais os geômetras gregos tinham medo, pois tiravam a simplicidade "compasso e régua". Eis que o infinitesimal espaço entre nós é traspassado pela realidade dos corpos. Estamos abraçados, e daí pra além.
Dedicado a todas as morenas que me enchem os olhos.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Cinco pontos do calvinismo - não são de Calvino!
Após viver uns cinco anos na barra da saia dos calvinistas, aprendi que os cinco pontos - que não lembro quais são mas estão num livro aqui na minha mesa - eram a perfeição do resumo da Bíblia Sagrada, que toda a doutrina verdadeira estava listada ali.
Mas aí, numa busca por entender melhor os cinco pontos, descobri que foi num tal Sínodo de Dort que os cinco pontos do calvinismo foram consolidados, algum tempo depois da morte de Calvino! E que assim foram por richa entre calvinistas e arminianistas.
Oh, FUCK!
Esses cristãos - especificamente os teólogos - são tão bestas assim que deixam o mundo se acabar enquanto definem a fé?!
Que merda ...
Recomendo "O Nome da Rosa" de Umberto Eco - o livro, pois o filme não vi ainda.